quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

PREFEITURA DE MUNIQUE USA LINUX DESDE 2003


Em uma época de crise financeiras como nos dias atuais, os governos se movimentam para tentarem cortar o máximo de gastos possíveis para que as contas possam fechar. Em um cenário como esse, além do ganho em segurança e estabilidade, quando recorremos ao software livre, ao invés do proprietário, temos uma enorme economia, um dinheiro a mais que poderia ser revertido em outras necessidades, ao invés de enormes gatos com software proprietário.

Através dessa matéria irei abordar, o exemplo de uma grande cidade europeia, que adotou o software livre. E ao longo prazo economizou milhões, estamos falando da cidade de Munique na Alemanha.

Estávamos no inicio dos anos 2000 e uma grande cidade estava querendo migrar para o Linux, se esta situação se tornasse um bom exemplo, poderia significar uma grande perda de mercado por parte da Microsoft. Situação que na época levou a Microsoft a estremecer literalmente falando, fazendo com que o então diretor executivo Steve  Balmer, deixasse o campos de esqui na Suíça e se locomovesse rapidamente para a cidade alemã, com intuito de convencer o prefeito de que abandonar os produtos da Microsoft se tratava de um grande erro, na ocasião eles jogaram com todas as cartas possíveis, inclusive contratando um o principal executivo da IBM alemã  na área do Linux, chamado Jurgen Gallman, para que este ajudasse a convencer o prefeito de Munique, que a continuidade com Microsoft seria um negócio muito melhor.

Para ilustrarmos melhor a situação, assim que percebeu o interesse da cidade de Munique em fechar uma parceria com a Suse, a Microsoft, começou a agir, primeiramente aumentando o seus prazos, que antes eram de 3 ou 5 anos, para 6 anos, além de abrir mão da instalação dos diversos programas que já vêm por padrão no Windows, o que acaba encarecendo demais o valor, sem que nós tenhamos a opção de não instalar e nem pagar por estes, permitindo que as máquinas tivessem uma instalação de Windows apenas com a inclusão do Word, software imprescindível para as necessidades da cidade alemã. 

A gigante norte-americana partiu de uma proposta de US$ 36,6 milhões, para US$ 23,7 milhões, com um corte de cerca de 35% do valor. Em contrapartida a Suse ofereceu um valor de US$ 35,7 milhões.

Apesar da grande diferença entre as duas propostas, o concelho da cidade alemã entendeu que a proposta da Suse era mais interessante, pois se tratava de um valor único, do contrário da Microsoft, que negocia os seus serviços, e em um prazo de no máximo 6 anos, iria gerar um outro gasto exorbitante para os cofres de Munique.

Mesmo com toda a movimentação de Steve Balmer, indo pessoalmente tentar pender a negociação para o lado da Microsoft, não conseguiram evitar que a prefeitura da cidade de Munique, fechasse o acordo com a Suse em US$ 33 milhões de dólares, e migrasse seus 14.000 computadores para o Linux. A princípio a distribuição escolhida foi o Debian,  e OpenOffice mas depois foram substituidos pelo Libreoffice e Ubuntu.

Com o passar dos anos foi constatado uma economia de cerca de 10.000.000€ milhões de euros, não sendo mais necessário outro investimento da magnitude dos US$ 33 milhões de dólares do acordo inicial. Não sendo mais necessário nenhum gasto além dos que a prefeitura já possui com a manutenção de suas máquinas, ou troca das mesmas, quando necessário como qualquer empresa ou setor público possui normalmente. Além do ganho em estabilidade, segurança.

Já conhecia os detalhes dessa negociação? Deixe aqui o seu comentário.

Fonte:
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