quarta-feira, 5 de julho de 2017

CONHECENDO O WAYLAND E SEU COMPOSITOR WESTON


Nesse artigo, vamos falar sobre o Wayland, que está sendo mencionado ultimamente como a nova opção ao Xorg. 

Para quem chega no mundo Linux, acaba se deparando com termos e funções que você não percebe ou se quer tem conhecimento quanto a existência quando se utiliza sistemas proprietários como Windows ou MacOS. Isso porque esses sistemas, normalmente já lhe apresentam opções como padrões para diversas situações, como por exemplo, a interface gráfica. No Windows você possui a Ribbon, no MacOS temos a Acqua, que se trata de uma interface de código fechado rodando sobre um Kernel aberto FreeBSD modificado e renomeado como Darwin. Já no Linux temos o poder de escolher desde diversas interfaces gráficas, até certas características minimas do sistema. E é nesse ponto que chegamos no servidor gráfico.

Após anos de uso, e vários patches que fizeram vários remendos para que pudesse acompanhar os novos recursos que vão surgindo conforme a tecnologia avança, o Xorg têm se tornando ultrapassado como servidor gráfico que faz a comunicação entre as aplicações, a interface gráfica e o Kernel. Sendo necessário a criação de uma ou mais opções que vão de encontro as novas necessidades tecnológicas. Em meio a esse cenário, ouvimos falar sobre o desenvolvimento de dois novos substitutos, o Wayland e o Mir. O último a principio não será mais desenvolvido.

O Wayand já vêm sendo desenvolvido há alguns anos, e pretende ser o protocolo que vai mudar a forma de comunicação entre o Kernel, compositor de janelas e aplicação, pretendendo substituir totalmente o Xorg que já está em uso desde 1986. Ele foi totalmente escrito do zero, trazendo novos recursos, para acompanhar as novas tendências da tecnologia. Possui uma proposta diferente na composição das aplicações. tomando para si o controle de qual espaço cada aplicação vai ocupar no buffer do sistema, sendo mais estável que a forma antiga adotada pelo Xorg, que deixava que cada aplicação tivesse o controle de manipular e renderizar suas próprias janelas. Em caso de erro em algum programa executado, esse novo processo vai evitar que seu sistema venha travar ou congelar, diferente do que ocorre com o modelo stacking window maneger do Xorg.

Assim como existe o Compiz, kwin entre outros, o Wayland terá o seu compositor de janelas chamado Weston, que ainda está em desenvolvimento. Mas pretende servir de modelo para ambientes móveis e desktops. Permitindo animações fluidas, transições suaves, e decodificação de vídeo em alta qualidade. Buscando uso mínimo da CPU e de consumo de energia.

O Wayland já vêm como opção no KDE, está sendo portado para o Mate, e já o padrão no Gnome-Shell a partir da versão 3.22.2. 

Nos testes que fiz notei alguns problemas quanto a interação entre alguns programas, como os gravadores de tela por exemplo, que não estão conseguindo funcionar corretamente, pois estão fazendo a captura em tela preta. Esses problemas em questão consegui constatar no simplescreen recorder e na ferramenta OBS. Já o programa Redshift, excelente para equilibrar as cores da tela, forçando menos a suas vistas durante uma leitura, também não está funcionando sobre o Wayland, apenas quando recorremos a sessão com o Xorg. Porém o novo Gnome possui um recurso nativo com essa função chamado Night Light, ou luz noturna, equilibrando a cor azul de acordo com o horário da sua região, para forçar menos as vistas.

Já teve alguma experiência ou conhecia o Wayland e o Weston? Deixe seu comentário.


Fonte: Aqui e Aqui 

Nenhum comentário:
Write comentários

Acompanhe o Canal RikerLinux No Youtube

HISTÓRIA DO GNOME SHELL

ADOÇÃO DE LINUX PELA PREFEITURA DE MUNIQUE NA ALEMANHA

Translate

Recent