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terça-feira, 18 de setembro de 2018

O DESAFIO DE USAR LINUX NO TRABALHO


Hoje venho compartilhar com vocês, o desafio que enfrentei para utilizar Linux no trabalho, e poder me tornar produtivo com os sistemas pinguins, ao ponto de poder utiliza-lo não somente no em casa no lazer, como também na empresa, em casa nas matérias desse blog, além da edição de vídeos para o canal no Youtube. 

Tenho a impressão que todos ou quase todos usuários Linux no desktop, começaram a usa-ló em casa. Muitos até já o utilizavam no Smartphone sem ter ciência disso (pois não sabem ou sabiam que o Android se trata de um sistema de kernel Linux, e sim o Linux se trata do Kernel do sistema, portando os sistemas baseados nele são denominados distribuições). 

Outros podem até ter conhecido o sistema, em outro ambiente, como no curso, na faculdade, na escola, na casa de um amigo ou conhecido, entre outros. Mas com certeza, na grande maioria, a máquina que tiveram liberdade para testar  de uma forma mais profunda ao ponto de ser tornar um usuário, foi em casa. No meu caso, foi no trabalho mesmo, pois já utilizava OSX em casa, e no trabalho odiava usar Windows, sendo que minhas primeiras tentativas foram para criar um dualboot entre o OSX e o Windows, afim de poder utilizar o sistema da Apple também no trabalho. Contudo me deparei com tutoriais mostrando como fazer dual boot entre o Linux Ubuntu e o Windows, então resolvi arriscar.

Em casa, a grande maioria das pessoas usa seu computador para distração e entretenimento. É claro que muitos o utilizam em para estudar, pesquisar e  trabalhar também, mas mesmo estes, tem seus momentos de descontração, quer seja jogando, ouvindo, música ou assistindo algum vídeo, série ou filme. Contudo os programas utilizados para esses fins, geralmente não se destinam para que se possa trabalhar, até porque esse não é o intuito dos mesmos. Por isso geralmente no início nos tornamos usuários Linux no campo do entretenimento (é claro que toda regra tem uma exceção).

No meio corporativo, procuramos soluções que vão nos tornar cada vez mais produtivos. No meio em que eu trabalho por exemplo, é indispensável o uso do Microsoft Office, e suas ferramentas mais utilizadas como Word, Excell, Power Point e o "indispensável" cliente de e-mail Outlook. Portanto meu primeiro desafio se tornou encontrar opções para tais programas.
Na primeira vez que tive a liberdade de escolher o sistema Operacional da minha máquina de trabalho(que ocuparia todo o meu HD), escolhi o Ubuntu que na época estava na versão 14.10, e optei por executar o MS office através do Wine, uma experiência que já havia testado em casa, assim como com o Adobe photo Shop. Pois assim que comecei a utilizar distribuições Linux, pensava que a solução pela falta de programas conhecidos era conseguir executar a maioria dos softwares do Windows no Linux. A integração dos mesmos no sistema é claro que não era excelente por estarem sendo executados através de uma camada de compatibilidade criada pelo Wine, que não é um emulador e sim um tradutor, fazendo com que os programas .exe conversem com o Kernel, interface e demais partes das distribuições Linux, para serem executados.

Com o tempo, comecei a entender, que aprender as soluções nativas,poderia me tornar mais produtivo com o sistema, e sem as mesmas eu não teria uma experiência completa com as distribuições Linux, assim como já tive com o Windows e com o OSX da Apple.


Opções de programas


Pesquisando um pouco, para substituir o MS office me deparei com soluções como o WPS e o Libreoffice. O WPS passou e me ser um recurso nos momentos em que precisava compartilhar planilhas e arquivos com usuários Windows, pela integração com o office ser maior, permitia que os documentos fossem abertos, sem corromper os mesmos. Ao contrário que ocorria quando eu salvava após ter aberto com o Libreoffice e enviava para abrirem no MS office, muitas vezes os arquivos ficavam desconfigurados, e se eu não tivesse um backup, estava com sérios problemas. Meu próximo desafio foi aprender a criar formulários, planilhas dinâmicas e demais funções que me eram imprescindíveis. 

Já como opção ao Outlook encontrei o cliente de e-mail Evolution, repleto de recursos e fácil criação de backups, uma ferramenta de e-mail opensource que passou a me atender muito bem.

E quando precisava lidar com imagens, para edições básicas, descobri o Shotwell, na qual troquei posteriormente pelo Gthumb, que se mostrou bem mais completo para entregar o básico.
Nas primeiras edições de PDF que fiz, me deparei com o pinta que se trata de uma versão ao Paint mas a princípio me serviu bem, até descobrir o Master PDF editor, que é bem mais completo, e voltado de fato para os arquivos e formulários em PDF.

Para edições mais robustas de imagens, me foi apresentado como opção ao Adobe PhotoShop, o Gimp, contudo com o tempo descobri que o Krita (através da crise do projeto que caiu em fiscalização na Holanda) me atendia melhor nesse quesito, e que o mesmo não era voltado apenas para pintura digital como haviam me orientado, permitindo que eu criasse a partir de então todas as Thumbs dos vídeos para o canal, assim como as diversas imagens editadas nesse blog.

Como navegador de Web os tão conhecidos Google Chrome e Firefox já possuiam versões para Linux, contudo com o passar dos anos resolvi procurar por opções novas que pudessem me proporcionar a mesma ou uma experiência superior aos anteriores. E nessa busca passei pelo Pale Moon, que inscrito na base do Firefox, prometia ser 4 vezes mais rápido que o mesmo, além do Opera que é tido como navegador super rápido mas não possui versão de 64 bits e o Chromium que se trata do projeto de código aberto na qual o Chrome é baseado. E minha caminhada prosseguiu até que encontrei o Vivaldi e o Yandex, ambos baseados no Chrome, sendo que o Vivaldi também é baseado no Opera e por isso é compatível com as extensões de ambos.

O que posso dizer dos meus navegadores favoritos é que eles vêm com propostas diferentes do que o mercado vinha oferecendo até o momento, por isso acabaram ganhando um grande espaço na minha utilização. 

Outro recurso que precisei para não utilizar o Windows, foi um cliente remoto para acessar o servidor da empresa que era Windows, e era nele que ficavam instalados por exemplo o programa de ponto eletrônico. O cliente que mais me atendeu nessa questão foi o Remmina desktop. Inclusive têm uma matéria aqui no blog falando a respeito dele.

Quando pretendi criar um canal sobre Linux Fedora, meu desafio era conseguir editar vídeos com ferramentas que nunca ouvi falar antes. Já havia editado alguns vídeos no Imove e no Final Cut da Apple, mas algo bem básico. E meu desafio passava a ser, o de encontrar tutoriais para aprender como editar vídeos nas distribuições Linux. 

Os vídeos e matérias que encontrei sobre edição, me levaram a conhecer o Kdenlive, uma ferramenta que se tornou indispensável na edição dos meus vídeos. E durante a jornada, procurei aprender a editar com outros como o Lightworks que é muito utilizado em Hollywood, mas na sua versão grátis não permite subir vídeos em resoluções acima de 720p, e o Blender, na qual cheguei a pesquisar bastante por ser um programa muito poderoso, mas ainda não substituiu no meu uso o Kdenlive.

Quanto as interfaces gráficas, o Unity me chamou atenção logo que vi o Ubuntu pela primeira vez, achei mais belo que a interface do Windows, e algo diferente do que estava acostumado no Mac. Contudo, se tratando de trabalho com planilhas e textos, a interface que me fez ser mais produtivo até o momento, foi o Gnome Shell, por ficar bem fácil a visualização dos documentos abertos, além da divisão e fácil navegação em áreas de trabalho.

Já as distribuições Linux na qual consegui ser mais produtivo até hoje, foram Fedora, Debian e Ubuntu.

E sempre que algum funcionário ou candidato via a minha máquina se perguntava, que sistema operacional é esse? Eu logo respondia e fazia uma recomendação do mesmo, utilizando argumentos como, depois que comecei a utilizar esse sistema, meus problemas com vírus acabaram, e não preciso formatar minha máquina de 06 em 06 meses, ou desfragmentar o disco. Além de uma diminuição significativa nos travamentos da máquina.

E você, quais foram os desafios que enfrentou quando começou a utilizar distribuições Linux? Deixe aqui o seu comentário.

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